Às cinco da manhã, o cais de Olhão já tem movimento. Os pescadores preparam as caixas, verificam o gelo, falam baixo. Fomos com o António, que pesca há quarenta anos no mesmo barco do pai. Entre a partida e a volta, há umas horas de mar e silêncio. À mesa, depois, o peixe chega quase vivo. Um polvo, uma sarda, um carapau. Cozidos em água e sal, com batatas. Sem mais nada. Quando o produto é assim, não precisa de mais nada.

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À Mesa Com: o pescador de Olhão
Passámos uma manhã no cais de Olhão com quem sabe o mar de olhos fechados.
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